
A roupa vem acompanhando o homem desde a sua existência, as civilizações primitivas já necessitavam da indumentária para sua sobrevivência. As primeiras peças foram confeccionadas através de peles de animais e o motivo principal para seu uso era a proteção contra o frio intenso. Com a evolução do homem, evoluem-se também as roupas, que começaram a ser confeccionada por tecidos de fibras vegetais e naturais, costuradas por agulhas de mão que foram consideradas a grande invenção da época. Roupas têm uma circulação social. As de tecido têm qualidades físicas que superam a longevidade do corpo humano, o que lhes permite transitar entre guarda-roupas, vestir muitos corpos, habitar novos territórios culturais. Esta comunicação apresenta formas sensíveis de vestir em que as roupas e não as pessoas sejam protagonistas de sua trajetória. Os estudos das vestimentas de determinados períodos colocam em xeque a idéia de hegemonia da moda e permitem pensar o “vestir” não apenas como uma prática que envolve corpos físicos, mas que se expande em versões inesperadas, inacabadas e imperfeitas da cultura. Investigar significa ‘seguir os vestígios’, ‘examinar com atenção’. Investigação do particular é o que permitirá colocar em discussão algumas premissas de que o poder da moda e seus sistemas de produção e comunicação se impõem sobre outras formas sensíveis de vestir. Estudar e interpretar aquilo que é possível ver nas marcas e vestígios encontrados em roupas antigas (ou históricas) é um caminho para rever o lugar desses objetos na cultura contemporânea, transformações no modo de vida do homem fizeram com que a roupa não fosse somente uma proteção, mas uma maneira de se expressar perante uma sociedade hierárquica já existente. A realeza, as classes mais abastadas e os escravos distinguiam-se também através do modo de se vestirem.
A indumentária participou e contribuiu muito em todo o processo de evolução dos povos. Tornando-se um facilitador para as descobertas históricas atuais, pois através da moda se expressa hábitos, cotidianos e culturas de um povo. E a história será sempre assim, homem e roupa evoluem juntos, confirmando mais uma vez a importância da indumentária no lapidar da humanidade.
Sabrina Alves
muito bom, da-nos jeito para o trabalho de AP!
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